Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 07/09/2020

Segundo o filósofo Aristóteles, toda ação e escolha tem em mira um bem. Sob essa ótica, é inegável que todas as pessoas, com destaque aos líderes de Estado, devem ter como único objetivo, o bem estar social. Entretanto, no Brasil, observa-se que a realidade se contrasta com essa afirmação quando o assunto é inclusão digital. Apesar de ser uma meta, ainda há o seu negligenciamento pelo governo e por parte da população. Nesse sentido, dois aspectos tornam-se relevantes: a falta de investimento e a desigualdade social brasileira.

Inicialmente, um entrave para a resolução do problema é a pejorativa administração do dinheiro público. Isso pode ser notado ao analisar pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que afirmam o número de pessoas sem acesso a internet no Brasil. Segundo o órgão, uma a cada quatro pessoas ainda não está inclusa digitalmente, ou seja, não há um projeto governamental para abranger esses, aproximadamente, 50 milhões de habitantes.

Além disso, destaca-se a falta de igualdade entre as pessoas como impulsionadora do problema. As diversas classes sociais existentes no Brasil fazem com que o capitalismo ganhe força. Assim sendo, o preço dos aparelhos eletrônicos, que são a principal forma do acesso à internet, chega a ser abusivo. Outrossim, vale ressaltar que o país ainda não é desenvolvido tecnologicamente, o que contribui ainda mais para a estagnação do tema tratado.

É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. Diante do exposto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações em parceria com os governos estaduais, criar um projeto social voltado à inclusão digital de pessoas pobres através de investimentos na compra de computadores para espaços públicos, como bibliotecas, e instalação de pontos de redes sem fio com acesso gratuito à internet. A ação poderá envolver também os alunos dos cursos de tecnologia das universidades, fazendo assim, com que o país realize a prática Aristotélica.