Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 17/09/2020
O Brasil é o 5º país que mais acessa a internet no mundo, contando, aproximadamente, com 80 milhões de internautas. Contudo, este acesso é socialmente desigual, devido ao fraco processo de escolarização, por fim, prejudicando o acesso às novas formas de se fazer democracia. Neste contexto, o direito ao letramento digital não é garantido à toda população, de modo que os cidadãos são impedidos de contribuir à democracia, sendo necessário mudanças imediatas para contornar este problema. Atualmente, a rede de computadores, principalmente as redes sociais, se comportam como as antigas ágoras gregas, são um espaço de debates políticos, construção de opinião e um novo e importante modo de participar da democracia. Na contemporaneidade, a Primavera Árabe ilustra o papel que a comunicação digital ganhou, ao levar milhares de jovens as ruas para exigir seus direitos e mudanças, originando o cyber-ativismo. Contudo, o Brasil ainda apresenta impasses que impedem a insurreição de uma “Primavera Latina”. De tamanho colossal e majoritariamente rural, poucos são apresentados as tecnologias e aprendem como utilizá-la corretamente, somando-se à educação frágil, a internet, deste modo, acaba servindo como forma de manipulação por Fake News e pós-verdades. Deturpando as novas tecnologias devido a falta de instrução popular. Portanto, intervenções devem ser tomadas para mudar a forma na qual o brasileiro interage com a internet. Para tal, é necessário o trabalho conjunto das esferas municipais, estaduais e federal, que devem levar tecnologias às escolas de todo o Brasil, fazendo parcerias com empresas privadas nacionais do ramo. Assim, escolas poderiam oferecer cursos de alfabetização digital às crianças e adultos, integrando a família no processo. Diminuindo as diferenças sociais que penalizam a democracia e os próprios indivíduos, e garantindo todo o direito a eles.