Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 30/09/2020
Evolução. Desequilíbrio. Seletividade. Essas são algumas das palavras que designam o atual cenário da participação brasileira em relação ao avanço tecnológico, o qual privilegia aqueles que possuem maior renda e afasta os demais. No que tange à inclusão digital no Brasil, pode-se pontuar os seguintes problemas: o descaso governamental em incentivar a inserção da população em tal meio e os obstáculos para a comunidade menos favorecida para acessar esses recursos.
Mormente, é imprescindível destacar o desinteresse do Estado em incentivar o conhecimento tecnológico. De acordo com as atribuições oferecidas para toda população na constituição de 1988 - que possui como objetivos fundamentais a soberania, cidadania e dignidade – a acessibilidade aos meios de comunicação é um direito garantido a todos. No entanto, isso não acontece na prática, pois a sociedade, que na maioria das vezes se encontra desamparada de conhecimento digital fornecido pelo governo, precisa buscar discernimento por conta própria ou então não consegue lidar com as inovações e acaba por ser limitada intelectualmente. Logo, faz-se necessária a inversão desse quadro.
Ademais, tal efeito negativo também se evidencia no abismo existente entre a população pobre e a integração dela com o âmbito online. Segundo o renomado físico Albert Einstein, é aterradoramente claro que a tecnologia ultrapassou a nossa humanidade. À vista disso, a exclusão digital se agrava cada vez mais, tendo em vista que mesmo possuindo um bom desempenho dentre as esferas virtuais de comunicação – 72° lugar no ranking mundial, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) - a qualidade informática se encontra nas “mãos” de poucos e quanto maior for o aprimoramento desse processo, mais ele se concentra, transformando isso em um ciclo vicioso. Sob esse viés, compreende-se que o grupo excluso é prejudicado ao ser privado desse conhecimento e ser, assim, desvalorizado enquanto profissionais e cidadãos.
Diante do exposto, urge portanto, medidas para a resolução do impasse. Desse modo, é preciso que o Ministério da cultura, em parceria com profissionais na Tecnologia de Informação (T.I.), busquem introduzir a comunidade brasileira em geral no espectro tecnológico, por meio de palestras em escolas e locais de trabalho, instruindo detalhadamente sobre os principais aparelhos, aplicativos e plataformas virtuais, explicitando também como os utilizar. Nesse sentido, a inclusão digital no Brasil será alcançada.