Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 26/10/2020

“Eu fiz isso” diz minha memória. “Eu não posso ter feito isso” diz meu orgulho e permanece inflexível. Por fim a memória cede. Esse é um trecho da obra “Além do bem e do mal” do filosofo moderno Nietzche, mas se encaixa perfeitamente na obliteração da sociedade atual em enxergar a sua participação nos desafios da inclusão digital no Brasil. Desse modo, a displicência estatal, bem como a desigualdade social corroboram para perpetuação desse cenário negativo. Logo, medidas são necessárias, com vistas a mitigar tais problemas.                                                                                   Mormente, convém ressaltar, a princípio, que a omissão governamental é um intensificador desse revés. Por esse ângulo, consoante ao britânico Thomas. H. Mashall, cidadania é um conjunto de direitos civis, sócias e políticos garantidos por meio de uma constituição. Entretanto, no Brasil contemporâneo, essa prerrogativa não é efetivada, haja vista a falta de democratização ao acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), situação que deprecia a Constituição Cidadã, a qual assegura a inclusão digital para todos. Em síntese, compreende-se que o desmazelo estatal ocasiona, irrefutavelmente, a segregação de parte da conjuntura social e mutila a cidadania, uma vez que parcela da população deixa de usufruir desse recurso.                                                                                       Outrossim, é fulcral inserir a má distribuição de renda como promotor do impasse. Nessa perspectiva, segundo o portal de noticias G1, cerca de 32,7 milhões de domicílios brasileiro não possuem acesso a computadores. Dessa maneira, ao analisar o corpo social hodierno, é notório perceber que o afastamento das TICs prejudica, sobretudo, a aproximação da informação, cultura, como também o entretenimento, panorama que afeta, evidentemente, o pleno funcionamento da atual sociedade globalizada. Por conseguinte, esse quadro culmina na exclusão digital, na era tecnológica, dos indivíduos marginalizados.                                                                                                                     Verifica-se, portanto, a necessidade da inclusão das TICs na sociedade. Destarte, o Ministério da Cidadania (MDS), por meio de verbas do Tesouro Nacional, deve promover a distribuição de aparelho celulares em zonas rurais, bem como em periferias urbanas e situar redes comunitárias de “wi-fi” nessas regiões, com o intuito de extinguir a exclusão tecnológica no século XXI. Ademais, o MDS, por intermédio de uma plataforma digital, tem que produzir cursos de capacitação, de como utilizar os computadores moveis , ministrados por um técnico em informática, com fito de integrar toda a população no progresso da ciência.