Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 30/10/2020
A internet, fruto das inovações tecnológicas, é uma ferramenta que se tornou símbolo da sociedade contemporânea. Entretanto, assim como vários outros serviços oferecidos à população, o acesso a tecnologias digitais ainda não é democrático em território nacional. No entanto, a era digital é excludente para aqueles com renda relativamente baixa, sob o mesmo plano, a disponibilidade de conteúdos educacionais oferecidos também se torna um ponto afetado por esse problema social, tendo em vista, que muitos alunos são excluídos desse acesso.
Pela visão de Voltaire, filósofo francês, todos os indivíduos tem direito de igualdade diante uns aos outros. Todavia, o pensamento desse filósofo vem ao encontro do impasse social da democratização do acesso às tecnologias digitais, sendo que, muitos indivíduos, por disparidades econômicas, estão sendo excluídos de direitos sociais, como, o acesso a internet. É notório, tal disparidade, quando se analisa os dados do censo de 2010, no qual as pessoas com maior poder aquisitivo possuem uma grande disponibilidade de acesso digital, enquanto, pessoas com baixa renda per capita são parcial ou totalmente privados desses meios.
Ademais, é desumano falar em igualdade quando se compara um estudante com as mais variadas ferramentas de estudo, a um que só disponibiliza da escola e dos livros oferecidos pelo Estado, isso quando não precisam dividir o material. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 25% dos brasileiros não possuem acesso à tecnologias digitais, como, por exemplo, internet. Em contrapartida, é de ciência pública o leque de conhecimentos que as plataformas digitais oferecem de forma gratuita, para somar na formação acadêmica dos indivíduos. Por esse viés, é inadmissível que seja negligenciado ao cidadão brasileiro, em especial ao estudante, o acesso à ferramentas tão essenciais para a inclusão social.
Em suma, o acesso às tecnologias digitais é um problema no Brasil, e se acentua de acordo com a disponibilidade econômica. Portanto, cabe ao Poder Público firmar parcerias com empresas de internet e aparelhos de telefone, para que estas possam oferecer seus produtos por um preço mais acessível à população humilde que precisa da utilização de tais meios, seja para estudos, ou outros fins básicos. Destarte, os municípios deveriam colocar pontos com internet livre nas localidades carentes e nas praças públicas para facilitar o acesso, bem como, ampliar os laboratórios de informática das escolas para que os alunos possam ter acesso aos mais variados conteúdos oferecidos pela internet de forma gratuita. Para o fim de que haja uma redução na acentuada desigualdade de acesso às tecnologias digitais, tais como, internet.