Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 02/11/2020
O seriado norte-americano “Expresso do amanhã” retrata um cenário de desordem mundial em que a população habita uma locomotiva que é segregada entre os de primeiro vagão e os do fundo sendo estes os que vivem em situação precária. Analogamente, na sociedade atual a separação de classes sociais fomenta as mazelas que a população pobre sofre, por exemplo, a maior parte carente do grupo social não possuem acesso à internet, sendo excluídos da “era digital”. Nesse âmbito, essa problemática é causada tanto pela desigualdade social, quanto pela falta de medidas governamentais.
Nesse contexto, cabe trazer à baila que a segregação social é o fator principal para que parte da sociedade seja beneficiada e outras não tenham acesso ao básico. Visto que, o Brasil é um país em que a população carente é pouco amparada pelo governo, a desigualdade social é uma realidade inadmissível. Em meio a isso, o site “G1” noticiou que cerca de 40% dos alunos da rede pública de ensino não possuem computadores ou até mesmo internet, esse fato ratifica como a desarmonia é algo tóxico para sociedade e como isso afeta diretamente o sistema educacional, uma vez que toda população deveria ter acesso à internet e a “era digital”. Dessa maneira, é necessário que órgãos governamentais invistam nesse compartilhamento de rede e aparelhos.
Ademais, é mister ressaltar que pouco o governo tem feito para solucionar o problema da falta de inclusão digital. Isso ocorre, pois a parte da população que não possuem esse acesso é o percentual pobre e periférico que visivelmente não é rentável para o sistema regente do país. Sob essa perspectiva, o cantor Projota em sua música, “Sr. Presidente”, evidencia as mazelas sofridas pela parte pobre da sociedade e relata como o governo tem esquecido dessa gente, situação que infelizmente é uma realidade verídica do país, e acaba demonstrando como a inclusão digital é algo tão distante da população pobre, já que essa não é o alvo principal de acolhimento social governamental.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas que solucionem o problema da inclusão digital no país. Isso posto, urge que o Ministério da Educação - órgão responsável por políticas públicas relacionadas ao ensino no país - elabore um projeto chamado “Acesso livre” e por meio desse projeto estudantes de escolas públicas de baixa renda ganhem aparelhos que possibilitem acesso à internet e seja disponibilizado também pontos de compartilhamento de rede nas suas casas, a fim de que a inclusão digital venha mudar a estrutura social e findar gradativamente com a desigualdade social. Desse modo, o seriado “Expresso do amanhã” não será análogo a sociedade brasileira.