Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2020
Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse panorama está longe de ser uma realidade, quando se trata da inclusão digital no Brasil, a qual se torna um impasse por gerar efeitos negativos ao país. Nesse sentindo, isso se deve por fatores sociais, como também pela negligência governamental.
Em primeira análise, cabe ressaltar que os aspectos sociais é uma das razões pela qual o imbróglio ainda perdura. Segundo o Instituto de Geografia e Pesquisa (IBGE), a concentração de riqueza no país se encontra sob domínio de 1% da população. Nesse contexto, entende-se que somente a classe favorecida tem acesso a Internet e aparelhos eletrônicos de qualidade, assim os desfavorecidos sa tornam excluídos da sociedade por não conseguir acompanhar os avanços tecnológicos. Dessa forma, é inaceitável a ausência de intervenção das instituições responsáveis por garantir direitos iguais.
Ademais, vale salientar que outra dificuldade enfrentada é a omissão estatal. Conforme o contratualista Jonh Locke, “É dever do Estado garantir direitos à população”. Nessa perspectiva, observa-se que falta estruturas de salas de informática públicas, com isso dificultando o sistema de socialização, formando indivíduos manipuláveis, consequentemente transgredindo a cidadania e os direitos dos brasileiros. Logo, é inadmissível a irresponsabilidade do poder público, no qual deveria assegurar a inclusão digital.
Depreende-se, portanto, a necessidade de amenizar a problemática. Para tanto, o Governo Federal, ramo responsável pela administração do país, deve construir redes de acesso a Internet nos lugares necessitados desses serviços e diminuir o preço dos aparelhos eletrônicos, por meio de leis que dê a garantia a inserção dos cidadãos de baixa-renda no meio digital, a fim de acabar com as desigualdades presentes. Além disso, o Ministério da Educação (MEC), setor encarregado da educação, fazer a construção das salas de informática públicas, por intermédio de projetos de inclusão tecnológica, objetivando alcançar o corpo social perfeito padronizado pelo pensador Platão.