Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 24/11/2020

No filme “O Poço”, ocorre uma distribuição de alimentos, de forma desigual, entre mais de 300 andares e o dobro de pessoas, resultando em uma melhor qualidade de vida nos andares de cima. Com isso, o filme é somente uma analogia de como funciona a hierarquia social e a exclusão de algumas pessoas. Assim, por causa da desigualdade social diversos cidadãos não são incluídos digitalmente, o que se torna uma meta que deve ser cumprida pelo Estado do Brasil atual.

Entre os fatores dessa exclusão observa-se que há uma alarmante desigualdade social, fazendo com que a renda, e consequentemente os bens, sejam divididos de forma injusta entre os cidadãos. Analogamente ao filme “O Poço”, em que os de cima vivem melhor e os de baixo morrem de fome. Além disso, há um pensamento que preconiza a concentração de renda, fazendo com que os ricos fiquem mais ricos e os pobres sofram os efeitos. Desse modo, é evidente a necessária atenção do Estado.

Como resultado da exclusão digital mostra-se não só a falta de oportunidades, mas também a privação do acesso ao lazer e cultura. Assim, após a criação do smartphone, por Steve Jobs, em 2007, diversos serviços começaram ser oferecidos digitalmente, como o home office, a  Netflix e a educação à distância. Entretanto, tais serviços não são para todos, haja vista que os fatores supracitados são obstáculos para a inclusão. Em suma, é claro o desrespeito da Nação com algumas pessoas.

Lê-se, portanto, como nociva a percepção que o Brasil negligencie de forma tão visível suas metas em relação à dignidade humana. Logo, a fim de promover a inclusão digital, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) deve organizar o programa “Bolsa Digital”. Esse programa deve instalar pontos de acesso à internet gratuitos em áreas que necessite, seu acesso se dará por meio de um cadastro que só será realizado por pessoas que comprovem ganhar menos de 2 salários mínimos. Ademais, o Ministério da Fazenda deve promover uma menor concentração de renda, para que todos sejam beneficiados.