Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 09/01/2021
Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, a partir da segunda metade do século xx, o mundo se tornou mais globalizado e conectado, o que passou a exigir das nações uma demanda cada vez maior de investimentos no setor de comunicação, bem como na internet. No entanto, percebe-se que essa realidade não acompanha proporcionalmente todos os paises, uma vez que a inclusão digital ainda é um desafio para o Brasil contemporâneo, fato responsável por causar diversas mazelas sociais à população mais vulnerável, como falta de acesso a serviços e privação material. Essa situação é ocasionada devido não só às desigualdades regionais, mas também à negligência estatal em tratar da questão.
Nesse contexto, vale ressaltar que as disparidades regionais é um dos fatores responsáveis pela exclusão digital, posto que, em razão de os investimentos econômicos terem se dirigido ,historicamente, ao eixo centro-sul do Brasil, localidades do sudeste ,por exemplo, são onde se concentram as maiores taxas de acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Esse argumento pode ser comprovado com base em dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, os quais apontam que cidades como São Caetano do Sul e Santos, ambas em São Paulo, são as maiores em índice de conexão à internet, chegando a 80%, enquato que essa taxa em Fernando Falcão, no Maranhão, é de apenas 3,7%. Dessa forma, nota-se que as desigualdades locacionais são um dos desafios para inclusão digital.
Além disso, a ineficiência das políticas públicas corrobora para não haver mudanças significativas nesse cenário. Diante disso, observa-se que, embora a Constituição Federal ,de 1988, assegure, por meio de artigos, a igualdade de direitos a todos os cidadão, verifica-se que isso não é exercido na prática, posto que o alcance às tecnologias de comunicação fica restrito aos indivíduos que podem
Torna-se necessária, portanto, a adoção de medidas que visem à inclusão digital dos brasileiros. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, deve, em primeiro plano, garantir o previsto na Constituição Cidadã, por meio de subsídios governamentais aos estados e municipios, a fim de investir em materiais essenciais, como computadores e redes wi-fi de graça à população de baixa renda, com o propósito de garantir a isonomia social e diminuir tanto as disparidades econômicas quanto as regionais. Ademais, o Estado, com a ajuda do Ministério da Educação, deve, em segundo plano, implementar nas escolas cursos de ensino digital, com aulas ministradas por profissionais da área da informática e, desse modo, formar cidadãos aptos às múltiplas necessidades advindas da Revolução Técnico-Científico-Informacional.