Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 08/12/2020
A ONU identifica o acesso à internet como um direito fundamental baseado no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contudo é notável que esse acesso não é de fato assegurado aos indivíduos. É preciso, portanto, concentrar-se nessa questão social e humanitária. Diante disso, a insuficiência estrutural e o costume consuetudinário obsoleto sobre essa problemática impedem o crescimento da inclusão digital no país.
Convém ressaltar, a priori, que o problema advém da incapacidade estrutural do Estado brasileiro. Dessa forma, a carência de locais que ofertem acesso gratuito à internet e a computadores impede que pessoas que não possuam a renda necessária para comprar esses aparelhos e contratar esses serviços usufruam desses bens. Somado a isso há a falta de incentivos às empresas que produzem essas tecnologias, o que encarece o produto e torna sua aquisição mais difícil e restrita a uma parte da população. Desse modo, esse aspecto insuficiente deve ser alterado na nação.
Ademais, o capital cultural retrógrado que gera essa incógnita deve ser combatido na sociedade. Nesse sentido, o desconhecimento dos mecanismos básicos de aparelhos tecnológicos e a variedade de informações e termos nos sites em outros idiomas faz com que grupos sociais minoritários enfrentem uma elevada dificuldade para serem inseridos digitalmente, uma vez que há um processo de alienação e marginalização desses indivíduos. Nesse contexto, esse quadro alienante deve ser transformado na pátria.
Em suma, esse cenário deve ser superado. Assim, o Poder Executivo deve concentrar fundos e recursos para estimular empresas produtoras de tecnologia com concessões e incentivos fiscais, e também para aumentar a quantidade de espaços de acesso gratuito à internet e a computadores como bibliotecas universitárias e praças, o que facilitará a aquisição dessas tecnologias e possibilitará o acesso aos que não podem pagar por esses serviços. Outrossim, cabe à mídia, às ONGs e ao sistema de educação informar e preparar a população para a internet por meio de campanhas, palestras e propagandas socioeducativas, o que possibilitará o uso efetivo e consciente desse sistema, assegurando de fato esse direito fundamental no território nacional.