Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 18/12/2020
Com a chegada de uma era cada vez mais globalizada e virtualmente integrada, a internet e as transformações digitais ganham mais protagonismo. No entanto, a inclusão digital não é exercida de forma plena no Brasil Contemporâneo. Diante do exposto, as condições socioeconômicas e a exclusão cognitiva dificultam o processo de inclusão no acesso à internet.
Em primeiro lugar, no Índice Integrado de Telefonia, Internet e Inovação (ITIC), de 2010, as cidades brasileiras com melhor taxa de acesso às tecnologias digitais são as que se destacam pelo Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) e renda per capita, a exemplo de São Caetano do Sul e Santos. Isso ocorre em razão do poder aquisitivo econômico ser necessário para adquirir essas tecnologias, refletindo os dois índices citados acima. Em resumo, a inclusão digital se torna dificultada devido à grande parcela da população não apresentar condições financeiras para usufruir desse direito.
Ademais, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU),o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Entretanto, o cenário brasileiro não corrobora com essa afirmação, já que a exclusão cognitiva interfere no acesso à internet, com a escolarização precária e o analfabetismo funcional prejudicando a interpretação das linguagens digitais de idosos e analfabetos funcionais.
Destarte, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação pode investir na ampliação das redes de internet, por meio do enfoque em regiões pobres, além do Ministério da Educação promover o letramento digital, com aulas de informática nas escolas.