Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 28/12/2020

Segundo o artigo sexto da Constituição Federal do Brasil de 1988, o lazer e a educação são direitos sociais inerentes ao cidadão brasileiro. Entretanto, no contexto contemporâneo, percebe-se que tais direitos não tangenciam o que é representado no tecido social. Devido à falta de acesso aos meios tecnológicos, como também o analfabetismo digital que corrobora com o crescimento da invisibilidade dos sujeitos no meio cibernético. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigar tal problemática.

Em primeira análise, é evidente que a distribuição não igualitária dos meios tecnológicos  faz parte do cenário brasileiro. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada quatro pessoas no Brasil não possuem acesso à internet. Tal dado estatístico retrata que a ineficácia dos avanços tecnológicos de forma igualitária no Brasil provém da falta de acessibilidade a tais conexões e meios digitais. Nesse sentido, a falta de educação e lazer da população é afetada pela exclusão desses meios, visto que, por meio da internet a sociedade possui acesso à aula didática, jogos, saúde e informações essenciais para o convívio social. Consoante com o pesquisador francês Pierre Lévy, as tecnologias digitias são os meios mais propícios a gerar acesso democrático ao conhecimento. Dessa forma, a afirmação do pesquisador retrata a importância do sujeito em ter acesso aos meios digitias e estar inserido no “ciberespaço” - espaço digital onde ocorrem as relações sociais - para a possibilidade de crescimento intelectual e pessoal. Logo, percebe-se que a inclusão digital é imprescindível para o desenvolvimento da sociedade.

Ademais, o analfabetismo digital é uma realidade presente no Brasil que promove o crescimento da invisibilidade da população nos meios digitais. De acordo com o IBGE, mais de 170 milhões de habitantes não conseguem utilizar os meios digitais corretamente. Conforme  esses dados, percebe-se que a carência da educação digital é uma realidade que acomete a vida de vários brasileiros. Tal problemática é oriunda do prejulgamento e abolição dos meios digitias no ambiente escolar, que favorece o desaparecimento dessa forma de compartilhamento de saberes, gerando o analfabetismo digital em massa da população.

Portanto, considerando os aspectos mensionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É inadiável que o Ministério da Educação realize alterações curriculares, que promovam maior contato dos discentes com a tecnologia na educação básica e superior, como também possibilite a criação de cursos de manipulação digital para ampliar o acesso ao “ciberespaço” e possibilitar a democratização do conhecimento. Feito isso, a educação e o lazer serão desfrutados.