Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 31/12/2020
Segundo o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos têm direito ao acesso à internet. No entanto, no Brasil do século XXI pouquíssimas pessoas são verdadeiramente incluídas no meio digital, isso acontece pois muitas pessoas são impossibilitadas de ter acesso à internet, por não ter computador, ou por não ter condições de pagar um serviço de internet. Em suma, a internet é a grande ferramenta do século, e quem não tem contato com ela, não está incluído em sua totalidade na sociedade, o que torna a inclusão digital a grande meta do Brasil contemporâneo.
Nessa perspectiva, a desigualdade social também contribui com a exclusão digital, o que torna a internet uma ferramenta das classes mais bem favorecidas. Nesse sentido, segundo a revista britânica The Economist, o Brasil é o 44º colocado na lista de países com um índice de inclusão digital considerado moderado. Nessa lógica, essa colocação está inteiramente ligada à histórica desigualdade brasileira, já que muitas pessoas não têm condições de comprar um computador e essa realidade econômica segregacionista os impede de usufruir de seus direitos. Assim sendo, é necessário garantir à todos acesso à internet, para que gozem de sua plenitude.
Além disso, faz-se mister salientar que aqueles que não participam da internet não conseguem lutar pelos seus direitos ou questionar a sua realidade. Nesse viés, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, ser “invisível” na era da informação equivale à morte. Seguindo esse pensamento, a internet tem um grande poder de transformação, isso é comprovado pela grande onda de manifestações virtuais que invadiram o oriente médio no ano de 2010, conhecidas como “primavera árabe”, a qual foi responsável por derrubar uma leva de regimes ditatoriais. Logo, com uma igualdade de acesso à internet implementada no Brasil a população poderia usufruir de sua cidadania e batalhar por mais direitos.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser implementadas para garantir a inclusão digital à toda a nação. Dessa maneira, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável por assegurar o bem-estar técnico-científico, diminua a desigualdade no acesso à tecnologia, por meio da distribuição de computadores e tablets, assim como a construção de linhas de internet destinadas à população da periferia, para, assim, possibilitar que todos tenham acesso à internet e desfrutem de sua cidadania. Ademais, outra medida é o Ministério da Educação criar minicursos que visem ensinar a população a como utilizar a internet de maneira sadia e a lutar pelos seus direitos. Com essas medidas, uma inclusão digital plena da nação será alcançada e os direitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos assegurados.