Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 29/12/2020
Na mitologia grega, Aquiles, o temível guerreiro de Troia, foi atingido em seu calcanhar por uma flecha envenenada, o qual era seu único ponto fraco de uma vida gloriosa. Analogamente ao mito, o Brasil é atingido em seu calcanhar, que é a população brasileira, pela flecha da negligência governamental no que se refere às tecnologias, que envenena as pessoas e proporciona graves problemas. Diante do exposto não dúvidas de que a inclusão digital é uma meta do Brasil contemporâneo, entretanto ela é dificultada devido a ilegitimidade governamental gerando graves consequências, como a fragilização do indivíduo.
É evidente que a participação do governo na inclusão digital é necessária. Entretanto, isso não acontece, visto que de acordo o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas quase metade da população não tem acesso a tecnologias. Segundo o sociólogo Max Webber, o Estado só é legitimo quando respeita os direitos do cidadão. Sob essa visão, é indubitável que a máxima não é seguida, visto que a atual regência não assegura o alcance a essas tecnologias digitais, que é um direito do homem. Assim, a ilegitimidade do Estado funciona como forte base para o aumento do abismo do conhecimento digital, agravando essa realidade no Brasil.
Em consequência disso, é explícito que esse comportamento gera graves imbróglios. Dessarte, a fragilidade do indivíduo em relação à sociedade e ao mercado de trabalho é visível, dado que ele não detém os conhecimento e as ferramentas digitais necessárias no cenário tecnológico atual. Dessa forma, criando ainda mais um abismo entre aqueles e possui e aqueles que não possui essas ferramentas. Ademais, segundo o filósofo inglês Hebert Spencer, ‘‘A sociedade é como um organismo vivo’’. Assim, um indivíduo fragilizado na sociedade compromete todo o organismo. Diante disso, nota-se que a flecha envenenada perfurou o calcanhar da nação.
Portanto, medidas são necessárias para auxiliar na efetivação da inclusão digital. Cabe ao Ministério da Educação promover um ensino tecnológico e digital, através da obrigatoriedade de aulas sobre computação e mídias em escolas, que é a base de formação de qualquer cidadão, a fim de que os alunos de fato tenham acesso e aprendizagem sobre o mundo digital. Somente assim, o calcanhar de Aquiles estará protegido de qualquer flecha envenenada.