Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 06/01/2021

A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus pilares o princípio de igualdade de oportunidades para todos, tendo em vista a importância dessa concessão para a construção de uma sociedade menos desigual. Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, a exclusão digital de algumas parcelas da população é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para a resolução desse problema. Dessa forma, o impasse está diretamente relacionado à carência de apoio governamental e à desigualdade social em nosso país.

Em primeira análise, é indubitável o papel da falta de incentivos governamentais na perpetuação do problema. Segundo o economista John Maynard Keynes, é dever do Estado garantir o bem-estar social de sua população, sendo o direito à inclusão digital de extrema importância em um mundo contemporâneo extremamente conectado pelas tecnologias digitais. Sob tal ótica, pode-se afirmar que uma ideal inclusão digital de sua população não é uma prioridade do governo brasileiro, tendo em vista a ausência de programas que incentivem a inserção das classes menos favorecidas no mundo digital, potencializando a permanência das desigualdades no país.

Em segunda análise, é válido salientar as graves disparidades econômicas presentes no Brasil. De acordo com o ex-presidente americano Franklin D. Roosevelt, a prova do progresso de uma sociedade é quando a riqueza de muitos aumenta em detrimento da riqueza de poucos. Seguindo essa linha de pensamento, é possivel constatar que a exclusão digital está diretamente relacionada com a desigualdade econômica, dado o fato de que as classes mais pobres não possuem tanto acesso aos bens de tecnologia como celulares, computadores e internet, diferentemente das classes mais ricas.

Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para combater essa problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de verbas governamentais, amplie o acesso das classes menos favorecidas às tecnologias digitais, com o desenvolvimento de oficinas sobre como utiliza-las e o aumento da oferta de internet de banda larga no território nacional, objetivando reduzir a grave realidade da exclusão digital no Brasil. Só assim, essa importante conquista da Carta Magna de 1988, o princípio da equidade, será cumprida, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.