Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 03/01/2021
A Organização das Nações Unidas promulgou, em 1948, um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, nele consta os direitos de todos os indivíduos, um deles é o acesso à internet como garantia humana no século XXI. Contudo, observa-se no Brasil contemporâneo a exclusão digital através da divergência financeira, cognitiva e instrumental. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a exclusão digital. Nesse sentido, é identificável a divergência instrumental (inacessibilidade à instrumentos digitais), infraestrutural (inacesso à internet) e financeira (incapacidade monetária de obter acesso ao meios digitais). Essa conjuntura, segundo as ideias do sociólogo Pierre Bourdieu, configura-se como violência simbólica, já que essa popuação não tem acesso aos meios digitais, que, por sua vez, enriqueceriam o capital simbólico da parcela violentada.
Ademais, é fundamental apontar o analfabetismo digital como impulsionador da exclusão digital no Brasil. Segundo o relatório anual “The Inclusive Internet Index 2019”, da revista britânica “The Economiste”, o Brasil ocupa o 66° lugar na categoria alfabetização digital. Diante de tal exposto, vê-se negligência do Governo para com a alfabetização digital dos brasileiros. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação deve promover a inclusão digital, por meio da criação de novas leis que promovam o acesso instrumental, infraestrutural e financeiro aos meios digitais e à internet para todos, com a realização de reuniões do Congresso Nacional para aprovação de leis para tal finalidade. Ademais, o Ministério da Educação deve realizar aulas de informática para os analfabetos digitais com a finalidade de sanar ou diminuir a taxa de analfabetismo digital no país. Espera-se, com isso, cumprir o direito garantido pela ONU e enriquecer o capital simbólico da populção brasileira.