Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 04/01/2021

No livro “Brasil: Uma biografia” as autoras Lilia Swarcz e Heloísa Murguel relatam que, desde os primórdios, o Brasil é arraigado em bivalências simultâneas - como avanços e recuos - originando os desafios de conciliar tanto atraso e futuro em uma era. Nota-se, portanto, ainda no cenário contemporâneo a persistência de tais bivalências, sendo a exclusão digital contribuinte para os atrasos. Nesse sentido, diante de uma sociedade que mescla conflitos nas áreas sociais e proporcionar, analisar as raízes e frutos de dada problemática é medida que se faz imediata. Precipuamente, é fulcral que a inclusão digital é meta de alcance necessário para o Brasil, uma vez que, como esferas virtuais e reais tendem a se difundir até mesmo em situações cotidianas. Entretanto, o acesso desigual às TICs (tecnologias de informação e comunicação) faz com que haja segregação social por consequência tecnológica no cenário contemporâneo. No livro Vigiar e Punir, Michael Foucault relata que a suspenção dos direitos é a maior forma de punição para o ser humano. Sendo assim, visto que, a igualdade perante a lei é vigente no país em questão, torna-se inadmissível que a suspensão da inserção digital - e consequentemente social - seja negada à parcela da sociedade. Sob essa perspectiva, vale ressaltar ainda a valorização econômica das TICs como agente que impossibilita o avanço da inclusão digital no Brasil contemporâneo. De acordo com o Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, uma taxa de acesso a essas tecnologias de alcança cerca de metade da população. Isto posto, é evidente que, diante de uma sociedade capitalista e repleta de desigualdades, um alto índice monetário / valor monetário aplicado às tecnologias de dificuldade de acesso com universalidade e equidade. Dessarte, com o intuito de mitigar a exclusão social no Brasil medidas exequíveis são necessárias. Urge, portanto, que o Ministério da Educação insira na educação pública e privada em todas as faixas etárias, principalmente aos jovens, adultos e pessoas da terceira idade palestras dadas por profissionais gerados, jogos interativos,

atividades extra curriculares que englobem situações cotidianas que interligam o virtual e o real, com o objetivo de