Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 04/01/2021

O livro “Admirável Mundo Novo”, do autor Aldous Huxley, retrata uma sociedade totalmente integrada à internet, todos os possuem acesso pleno a ela. Em contraste à ficção, a exclusão digital é a realidade nacional. Devido à falta de acesso à direitos fundamentais e à desigualdade regional, a inclusão tecnológica é uma meta para o Brasil.

Em primeira análise, o acesso à internet é um direito humano, do século XXI, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), ou seja, ele é considerado fundamental para que o indivíduo exerça plena cidadania. No entanto, o que se observa é uma formação de “Cidadãos de Papel”, termo criado pelo jornalista Gilberto Dimenstein para caracterizar quando o direito é assegurado apenas na Carta Magna, enquanto na prática não é efetivado, como constatada população brasileira possui contato com a tecnologia, de acordo com a revista Veja, embora constitucionalmente seja garantido a toda comunidade. Dessa forma, um fim de alcançar a inclusão digital essa problemática precisa ser solucionada.

Ademais, a discrepância regional entre as taxas de integração digital mostra a exclusão social determinadas áreas. Consoante com a teoria Malthusiana, do economista Tomas Malthus, a incorporação tecnológica na região sudeste e sul cresce em progressão geométrica, enquanto no norte e nordeste aumenta em progressão aritmética. Devido a processos de urbanização e industrialização rápido e concentrados nos estados de Sâo Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina que subsidiaram infraestrutura para internet, salientando as localidades marginalizadas no Brasil. Desse modo, faz-se necessário acabar com essa segregação nacional para alcançar a meta.

Portanto, a fim de acabar com a exclusão digital cabe ao Ministério da Ciência, da Tecnologia, da Inovação e da Comunicação, em conjunto com Ministério do Desenvolvimento Regional, promover infraestrutura necessária para oferecer acesso à tecnologia nas regiões norte e nordeste, por meio de verbas governamentais. Além disso, compete ao Ministério da Cidadania, junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, efetivar os direitos presentes na constituição da ONU, através de programas de inclusão digital, utilizando computadores públicos, para a população à margem. Para que assim a sociedade brasileira se aproxime da ficção de “Admirável Mundo Novo”, totalmente integrada digitalmente