Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 04/01/2021

A série televisiva “Black Mirror”, retrata um mundo futuro onde a tecnologia é extremamente avançada e se mistura intrinsicamete com a realidade. Por mais que seja uma visão futuralística da sociedade, vê-se semelhanças com o mundo atual em muitos aspectos, como: fuga das interações humanas, competitividade e aumento da antipatia. Nota-se ainda que, a maioria escrachada das pessoas que utilizam da ferramenta tecnológica se tratam de jovens adultos e que não se encontram em estado de vulnerabilidade social. Logo, uma grande dificuldade de inclusão digital para indivíduos mais velhos e também os que não apresentam condições de terem equipamentos midiáticos. Consequentemente, o Brasil está cada vez mais distante da meta que almeja-se.

Paralelo a isso, é possível sair da ficção e aplicar o conceito no estudo do “Cyberespaço”, proposto por Pierre Lévy, filósofo contemporâneo que leciona sobre o uso tecnológico e seu espaço. Com o passar dos anos, revelações de fotografia e registros físicos tem perdido lugar para os arquivos digitais, contudo, a “terceira idade” formada por idosos que não estão familiarizados com esse novo modo de vida, sentem-se excluídos, atrapalhando a interação coletiva da população para com os mesmos. O Estatuto do Idoso prevê no Art. 21. que “O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação, adequando currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados”, por conseguinte, o IPGG (Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia) criou cursos para ensinar a esta parcela da população como se adaptar a modernidade.

Ademais, a inclusão digital depende principalmemente da inclusão social, pois, percebe-se a falta de equipamentos digitais sendo utilizados pelos cidadãos que não se atribuem de uma boa e estável condição financeira. Em 2021, o salário mínimo foi ajustado para mil e oitenta e oito reais (R$ 1088,00), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a média de pessoas por família é de três pessoas, analisa-se que a probabilidade de todos os sujeitos portarem celulares e computadores é muito pequena, considerando bem como as contas mensais e alimentação. Atualmente, ainda segundo o IBGE, 25,3% da população está em situação de pobreza, à vista disso, constata-se o dificil alcance da meta de colocação digital quando esses dados são apresentados.

Em virtude dos fatos mencionados, pode-se inferir a necessidade de que os Ministérios da Cultura e da Cidadania, juntamente com o IPGG, entrem em um acordo que englobe todo o conjunto de pessoas do país, para que o mundo contemporâneo não seja excludente. Desse modo, a inclusão digital seria mais abrangente, tendo como finalidade a coletividade de todo o meio tecnológico e seus usuários. Sendo assim, com muito esforço e dedicação, o Brasil viria a ser um país exemplo de inserção.