Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 05/01/2021
A internet, criada no século XX, foi utilizada para fins militares durante a Guerra Fria, a nova tecnologia era restrita aos serviços secretos da época. Hoje, no Brasil, apesar da mudança no papel da rede e de sua maior difusão, ainda é notória a inclusão digital de determinados grupos sociais não acontece por completo. Nesse sentido, a manutenção desse cenário realça mazelas no âmbito regionalista,social e educativos,as quais precisam ser superadas.
Em primeiro plano,deve-se salientar as disparidades entre as regiões brasileiras no contexto em questão. Nesse sentido, o geógrafo brasileiro,Milton Santos,por exemplo,dividiu o território do Brasil em quatro zonas a partir de critérios de acesso ao meio técnico-científico-informacional, destacando a marginalização tecnológica de aréas como o Norte e Nordeste. Dessa forma, a partir da perspectiva abordada pelo especialista,parcelas regionais, sem contato com computadores e outros aparatos tecnológicos são privadas da acessibilidade de serviços virtuais e à informação, compactuando para uma alienação e crescimento da desigualdade social no país,permitindo com que essa parcela da sociedade, encontrem-se as margens da nação,uma vez que o acesso a internet, tornou-se,intrinsicamente, ligado ao cotidiano dos indivíduos vigentes.
Paralelamente, vale ressaltar a má inserção dos idosos nesse panorama. De acordo com dados do IBGE,2017, apenas 31,1% das pessoas com 60 anos ou mais tem acesso à internet .Partindo desse pressuposto,observando-se cada vez mais recorrente,as redes sociais,como meio de interação pela gerações atuais, cabe destacar o comprometimento da comunicação e contato social sofrido pelos mais velhos.Ademais, nota-se a carência de ensino relacionado à tecnologia no território.Nessa perspectiva, muitas escolas, priorizando, metodologias arcaicas e pouco atrativas,negligenciam a abordagem de uma educação com participação ativa da internet e de outros recursos digitais, inviabilizando uma aprendizagem mais efetiva. Assim, jovens desmotivados por uma lógica ultrapassada e repetitiva ,tornam-se mais propensos ter seu raciocínio e seu rendimento comprometidos.
Logo,com intuido de superar a exclusão analisada .Cabe ao governo Federal, por meio de subsídios das empresas privadas, construir espaços públicos com a presença de computadores e televisões em áreas mais carentes,com a presença de profissionais capazes de auxiliar os mais velhos nesse processo, objetivando potencializar o acesso informacional e de interação geracional. Ademais, o Ministério da Educação -órgão responsável pela formação social e ética dos jovens- deve, fazer mudanças na base curricular, além da distribuição de projetores,para que se torne obrigatório a aplicação digital no ensino , a fim de melhorar o aprendizado.Mitigando a restição feita na Guerra Fria.