Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 05/01/2021
A série brasileira 3% aborda uma realidade fictícia em que os cidadãos participam de provas que incluem tecnologia para ir ao Maralto, lugar com melhores condições de vida e deixar o Continente, que é o oposto. Entretanto a ficção não está distante da realidade, o que torna imprescíndivel a inclusão digital no Brasil, dificultada pelos fatores renda e analfabetismo digital.
Diante desse cenário, a renda é um dificultador da inserção na web. Visto que os população de baixo poder aquisitivo possui necessidades básicas mais importantes de que adquirir aparelhos eletrônicos, deixa de ter acesso à tecnologia, tampouco aprender como funciona. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, cidades como Santos e Florianópolis possuem elevado acesso à internet, bem como altos índices econômicos e desenvolvimento humano.
Ademais, o analfabetismo digital é um problema para a incorporação tecnológica. Já que as pessoas não sabem mexer em eletrônicos, optam por não comprar e tentar aprender, o que é análogo à Lei da Inércia de Newton, em que um corpo vai continuar da mesma maneira até que uma força atue sobre ele. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no Brasil há mais de 30 milhões de idosos - uma parcela considerável da populção - logo é imprescíndivel incluí-los à internet.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É preciso que o Governo Estadual ofereça inclusão computacional em locais mais pobres, por meio de espaços com computadores, onde tenha acesso gratuito à internet. Além disso, é relevante que as subprefeituras capacitem os indivíduos digitalmente inativos, através de oficinas de capacitação. Dessa forma, espera-se que a população aproxime-se das melhores condições de vida do Maralto como em 3% e caminhe rumo à inclusão digital.