Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 15/01/2021
A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os indivíduos direitos à educação, segurança, saúde e bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário quanto à questão da inclusão digital. Nessa perspectiva, nota-se como a desigualdade social e o analfabetismo digital dificultam tal problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar a desigualdade social existente em nosso país até os dias atuais. Segundo dados do Censo 2010, utilizado na pesquisa de taxa de acesso às tecnologias, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cidade com pior ranking do Índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular (Itic), é Fernando Falcão, no Maranhão, que possui apenas 3,7%. Enquanto, a melhor taxa, é na cidade de São Caetano do Sul, com 82,6%. Diante disso, nota-se a diferença gritante das porcentagens, uma vez que São Caetano do Sul, por conta de ser uma cidade situada no maior centro urbano nacional, São Paulo, possui maior cortesia relacionada ao acesso à tecnologia e inclusão digital, do que cidades pequenas, graças à falta de investimento tecnológicos.
Simultaneamente, vale ressaltar o analfabetismo digital no Brasil. Consoante ao economista Roberto Campos, mais importantes que as riquezas naturais, são as riquezas artificiais da educação e tecnologia. Nesse contexto, a tecnologia e a educação fazem um grande papel na sociedade, porém, nem sempre elas estão inseridas de forma correta na comunidade ou em um determinado grupo de pessoas. A partir disso, pode-se notar a falta de educação digital nos dias de hoje, onde as pessoas aprendem por conta própria a usufruir das tecnologias, enquanto outras, não têm mesma a sorte, acarretando, então, no analfabetismo digital, grande obstáculo, principalmente, para pessoas idosas.
Portanto, é interessante que esse problema seja cessado. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Educação (MEC), por meio de campanhas em escolas, ofertas de introdução digital, para que os alunos saibam, desde cedo, manipular de forma correta e segura os conhecimentos tecnológicos e que a partir disso, o Brasil possa avançar em relação à inclusão social. Do mesmo modo, o MEC em parceria com o Estado, por meio de investimentos, garantir uma redução dos custos tecnológicos e oferecer doações de celulares e afins para pessoas de baixa renda, com intuito de incluir na era digital todos aqueles que não possuem condições para tal. Para que dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país prudente, efetuando, então, a Lei dos Direitos Humanos.