Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 06/01/2021

Inspiradopelo positivismo de Auguste Comte, a inscrição da bandeira nacional brasileira sugere que o progresso só é conquistado mediante o estabelecimento da ordem. Todavia, o caos promovido pela falta de acesso às tecnologias digitais por grande parte da população impede a efetivação da inclusão digital no Brasil. Este relevante problema decorre, principalemente, da falta de mobilização civil e da ineficiência estatal.

Em primeiro plano, nota-se a negligência da população em relação a exclusão desse grupo, o que se configura como um fato social. Este conceito, criado pelo sociólogo francês Émile Durkheim, afirma que valores exteriores e gerais se impoêm sobre o sujeito de modo coecitivo e moldam seu comportamento. Nesse viés, a ausência de movimentos sociais e mobilizações coletivas que visem a democratização do acesso à tecnologia, por exemplo, desestimula os indivíduos na busca por soluções. Como conseguência dessa inação, o número de analfabetismo digital cresce no páis.

Vele ressaltar, em sugundo plano,  a ineficiência estatal no enfrentamento da problemática. Segundo a teoria do Contrato Social do filósofo John Locke, o Estado tem a função de suprir todas as necessidades básicas da população, como o acesso ao ciberespaço. No entanto, há uma violação desse contrato no Brasil, dado que a Constituição Federal que 1988 garante esse direito, porém a regulamentação e a execucão dessas leis não são capazes de superar o impasse. Nesse sentido, é inadmissível que, enquanto responsável por todo o povo, o Poder Público mantenha tal postura diante do cenário atual.

Dado o exposto, é evidente a necessidade de mobilização da sociedade civil e a atuação mais efetiva do Estado. Dessa forma, as empresas de rádio, TV e mídias digitais - devido a sua grande influência - devem criar campanhas dde conscientização sobre a exclusão digital , por meio de anúncios publicitátios e cobertura jornalística, com o obejtivo de despertar o interesse da população pela democratização tecnológica. Além disso, cabe ao Poder Legislativo criar e aprimorar leis na área em questão, de modo a se equiparar com as melhores experiências internacionais, para, assim, restabelecer-se a ordem necessária para o progresso do país.