Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 10/01/2021
Segundo o multiempreendedor Tiago Mattos, a revolução a internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. No entanto, no cenário atual, observa-se justamente o contrário uma vez que há grandes desafios para inclusão digital na sociedade brasileira. Dessa forma, em razão da desigualdade social e da negligência legislativa, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Diante desse cenário, é possível destacar que a inclusão digital sem um projeto para alcançar a todos ocasionará em uma exclusão tecnológica à populção mais pobre, devido sua baixa renda, a qual não os integrará ao mercado. Parafraseando a filósofa Simone de Beauvouir, todo indivíduo é responsável por tudo e po todos’. Entretanto, o que se verifica, na realidade brasileira, é a falta de responsabilidade da sociedade em apoiar uma idéia sem garantia que todos conseguirão alcançá-la gerando uma irresponsabilidade social, além da colaboração para o aumento da divergência digital no cenário contemporâneo. Logo, é inaceitável o posicionamento indiferente da populção diante dessa problemática.
Outrossim, é notável que a falta de aplicação das normas por parte do poder legislativo colabora para persistência da exclusão digital, gerando dificuldades para implementar a inclusão tecnológica na sociedade. De acordo com a ONU, ‘‘o acesso à internet é um direito do ser humano no século vinte e um’’. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que no cenário brasileiro o direito à tecnologia, embora firmado legalmente, foi redirecionado para o lugar de privilégio não conseguindo ser alcançado por todos. A afirmação se evidencia, por exemplo, nas comunidades, uma vez que o precário nível tecnológico os exlcui do resto da população, favorecendo a discrepância do saber dessa minoria, por não possuir acesso à tecnologia. Assim, sem comprometimento do governo em aplicar as leis, o problema persistirá.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o governo federal, deve criar uma medida legislativa, de modo a ampliar as redes de internet nas áreas periféricas permitindo que a população mais pobre alcance seu direito à inclusão digital. Tal ação levará em conta a demanda de cada comunidade, por meio de pesquisa com a população. A partir disso, espera-se a diminuição da desigualdade digital mas também da negligência governamental.