Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 12/01/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida pela ONU, em 1948, garante a todos os indivíduos o direito a inclusão e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que é garantido, uma vez que a inclusão digital apresenta barreiras, as quais dificultam o acesso a tal direito assegurado. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a relação entre o desenvolvimento digital e o homem, e as dificuldades enfrentadas pela ausência da inclusão digital.
É fundamental pontuar, de início, que o homem se integra cada vez mais ao desenvolvimento digital, sendo uma causa que persiste intrinsecamente à realidade do país. De acordo com o Índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular (Itic), desenvolvido pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de acesso as tecnologias da informação no Brasil ficou em 51,3%, deixando o País em 72º lugar no ranking global, ou seja, o acesso à tecnologia vem crescendo gradativamente e fazendo com que as pessoas desfrutem de tal tecnologia de forma exacerbada e negligente. Desse modo, é de extrema necessidade a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Faz-se mister, ainda, salientar o não acesso a tecnologia pelas regiões interioranas como impulsionador no que rege à problemática da inclusão digital. Ao mesmo tempo que a informática evolui e melhora a economia e a aprendizagem, também acaba excluindo os que já são excluídos (população rural e periferias). Justamente, por empresas tecnológicas se voltarem mais ás áreas urbanas, desenvolvidas e esquecendo-se de incluir a população mais afastada. “A computação não se relaciona mais a computadores. Relaciona-se a viver”, Nicolas Negroponte.
Dado o exposto, medidas são necessárias para atenuar o problema. Cabe ao governo, implementar meios que integrem a população interiorana á tecnologia, recorrendo a redes de internet e comunicação eficazes, para que essas pessoas desfrutem dos benefícios digitais, por exemplo: aulas onlines, notícias globais e pesquisas. Aliado a isso, o Ministério de Educação deve melhorar nos ambientes escolares, um projeto já existente, que é o acesso dos alunos aos computadores, por meio do uso das verbas destinadas à educação comprando computadores melhores, com uma tecnologia mais desenvolvida, a fim de que eles tenham um pleno contato com o mundo digital e que eles possam realizar atividades online, incentivando os mesmos a um estudo mais eficaz. Espera-se com isso que a problemática da inclusão digital, seja amenizada.