Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 13/01/2021
A 3ª Revolução Industrial, denomidada de técnico-científica, possibilitou o surgimento e, consequentemente, o avanço da internet em diversos países do século XX. Desse modo, as comunicações entre os países tornaram-se mais práticas, o que evidenciou o encurtamento das várias barreiras nas trocas de informações entre as nações. Todavia, apesar dos mecanismos digitais facilitarem o desenvolvimento das sociedades, como o melhoramento nas formas de comunicações, por exemplo, é notório que, atualmente, a inclusão digital no Brasi não é feita de modo pleno. Assim sendo, apresenta-se como causas do problema os oligopólios das redes de telefonia e internet e a desigualdade social.
A princípio, tal conjuntura deve-se a pequena quantidade de empresas que fornecem internet no país. Nesse seguimento, entende-se que oligopólio é quando um baixo número de cooporações controlam um nicho cormercial, inibindo a livre concorrência, o que coloca o consumidor na colocação passiva na escolha de um produto. Nessa lógica, quando um país, como o Brasil, possui o controle dos meios digitais regidos por oligopólios, a diversificacão no fornecimento de internet, por exemplo, torna-se prejudicada, uma vez que a semelhança dos planos digitais e promoções deixam os indivíduos sem decisão crítica na escolha de um produto e, distantes de questionamentos por melhorias nas conexões virtuias. Depreende-se, dessa maneira, que os oligopólios das redes digitais favorecem o fornecimento de internet precária, já que a baixa quantidade de empresas no mercado dificulta a concorrência entre as coorporações e, assim, acentua cada vez mais a exclusão digital no país.
Além disso, existe um outro fator que facilita a manutenção do problema: a desigualdade social. Sob esse viés, o geógrafo Milton Santos tece uma crítica à globalização moderna, pois ela favorece apenas o fluxo de capitais e não cria oportunidades para os indivíduos economicamente menos favorecidos. Nesse âmbito, a globalização potencializa as desigualdades sociais no país, o que prejudica que a população mais carente tenha acesso às tecnologias digitais, visto que, os produtos tecnológicos carregam elevados estudos e grande capital investido e, sendo assim, são caras. Em vista disso, os indivíduos mais abastardos são vítimas da exclusão digital, devido ao baixo poder monetário.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do problema. Dessarte, com a finalidade de promover a redução dos oligopólios e, por conseguinte, viabilizar a inclusão dital plena da população no país, urge que o Estado, representado pelo Poder Legislativo, crie planos que aumentem a diversidade de empresas tecnológicas no Brasil. Isso pode ser feito, por meio de incentivos fiscais que beneficiam as pequenas empresas digitais, como melhor locação e acesso á tecnologias de ponta.