Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 16/01/2021

Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o acesso à internet como um direito humano e que desconectar a população violaria esta política. Entretanto, a desigualdade social enfrentada pelo Brasil e a negligencia governamental acerca do tema, impedem que esse direito seja respeitado no país, e que a inclusão digital de fato aconteça. Diante do exposto, as causas e efeitos dessa problemática são válidas de discussão.

Em primeira análise, é válido ressaltar a importância da inclusão digital no âmbito educacional. Nesse sentido, o acesso à educação para pessoas que vivem em situações precárias, tem sido viabilizado com o advento da inclusão digital. Dessa maneira, em concordância com o pensamento do pesquisador em ciências da computação Pierry Levy, de que o mundo real tem se virtualizado, é cada vez mais comum encontrarmos a modalidade de ensino à distancia dentro das escolas e universidades do país, com o intuito de democratizar o acesso as redes. No entanto, a inclusão digital ainda é restrita a uma parcela da população no Brasil, e cabe ao Estado reverter esse quadro.

Ademais, cabe salientar que a inclusão digital é, frequentemente, inviabilizada devido a desigualdade social, a qual é demonstrada pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que uma a cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Dessa maneira, o ingresso à uma ferramenta que poderia ser usada para a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade, está sendo utilizada para atenuar a desigualdade.

Infere-se, portanto, que a falta de inclusão nos meios digitais é uma problemática a ser solucionada. Sendo assim, fica a cargo do Governo Federal – instância responsável pelas políticas públicas no Brasil – a distribuição igualitária de internet à todas as regiões do país, por meio de chips com internet, e aparelhos tecnológicos para aqueles que provarem não terem condições socioeconômicas. Além disso, o Ministério da Educação deve proporcionar acesso à espaços com computadores para aqueles que morarem em situação precária. Somente dessa maneira, o direito à internet será plenamente respeitado.