Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 20/03/2021
Após a Guerra Fria, a popularização da internet possibilitou maior acesso à comunicação e à informação de seus usuários. Embora o Brasil esteja na média mundial quando o assunto é acesso a tecnologia da comunicação, as desigualdades internas ainda são muito grandes. A camada mais pobre e marginalizada do país tem dificuldade de acessar o meio digital, o que intensifica o processo de exclusão social no país.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a exclusão digital está diretamente relacionada com as desigualdades sociais presentes no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística as regiões mais desiguais do país, norte e nordeste, apresentam os menores índices de percentual de domicílios com microcomputadores com acesso à internet. Assim, aqueles que possuem menores rendas não são capazes de comprar aparelhos eletrônicos, como computador e celular, nem de pagar planos de internet. Além da exclusão financeira, a exclusão conjuntiva impede os indivíduos de possuírem conhecimento básico de uso das novas tecnologias. Um exemplo disso é a dificuldade que os idosos e a população mais pobre possuem em aprender a utilizar os novos aparelhos eletrônicos.
Ademais, é importante salientar que a exclusão digital se traduz em exclusão social. Segundo o filósofo francês Pierre Levy, na sociedade hiperconectada contemporânea, as informações mais importantes do nosso dia a dia estão na internet. Dessa forma, os indivíduos que não tem acesso ao meio digital estão ausentes de fatos e acontecimentos atuais e da comunicação, o que intensifica o processo de desigualdade social. Como é o caso da pandemia do Covid-19, onde o isolamento social proporcionou o aumento do ensino online no Brasil, onde alunos que não têm acesso a informação digital não podem assitir aulas, ampliando a desigualdade educacional do país.
Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve investir na ampliação das redes de internet no Brasil, principalmente nas áreas mais periféricas, por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados. Nele deve constar que é obrigatória a presença de redes de Wi-fi gratuita nos principais locais públicos. Dessa forma, os indivíduos que não tem condições de pagar internet para sua casa, podem acessá-la em outros locais. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação, por meio das escolas, promova a formação gratuita de ensino digital para os alunos, capacitando-os a se tornarem usuários proficientes da tecnologia. Espera-se, com essas medidas que a inclusão digital seja uma realidade no Brasil.