Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 19/04/2021
“Toda ação gera uma reação”. Essa máxima do físico Isaac Newton pode ser associada à problemática dos desafios para a inclusão digital no mundo contemporâneo. Afinal, é através de fatores como, o individualismo e a carestia dos recursos digitais, que esse entrave social é sintetizado.
Em análise à questão dos empasses para atingir a inclusão digital no mundo contemporâneo, nota-se o quanto essa situação reflete as características intrínsecas à humanidade, já que uma parcela dessa comunidade pouco se preocupa com a evolução coletiva. Tal análise pode ser associada ao princípio de Platão acerca da injustiça inerente ao homem, sendo essa característica geradora de desigualdades também no meio virtual. Além disso, observa-se que a competitividade humana, também, dificulta o amplo acesso ao âmbito das tecnologias, visto que, conforme já declarara o filósofo contratualista Thomas Hobbes, “O homem é lobo do próprio homem” e, assim, é capaz de gerar sociedades excludentes.
Ademais, é notório o quanto os desafios para a inclusão digital ainda persistem no mundo contemporâneo devido à carestia peculiar dos recursos tecnológicos existente desde outrora. Corrobora-se essa conjuntura por meio da apresentação de ferramentas do uso digital, a exemplo do fio de cobre, como produtos diferenciados e caros, o que impossibilita o acesso de muitos a esse tipo de bem. Somam-se a isso as dificuldades enfrentadas por muitos em acessar o meio digital, as quais são geradas por questões socioeconômicas. Comprova-se tal situação a partir dos estudos do IBGE ao evidenciar que cerca de 51% da população brasileira não possuíam acesso à internet antes da pandemia da COVID-19.
Portanto, é cognoscível que os diversos impasses para a inclusão digital no mundo contemporâneo agem em detrimento do bem-estar social. Dessa forma, torna-se fulcral que o Estado, agente responsável pela harmonia coletiva, utilize recursos no setor das tecnologias por meio da redistribuição de investimentos públicos direcionando-os para a ampliação do acesso ao meio digital, a fim de gerar uma sociedade mais igualitária. Dessa forma, seguindo a lógica newtoniana, ações que buscam diminuir disparidades digitais terão reações benéficas para o coletivo que diminuirão a exclusão.