Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2021

Por volta de 1430, Gutenberg cria a imprensa para democratizar o acesso amplo e facilitado aos livros. Nesse aspecto, tecnologias inovadoras devem surgir com o intuito de facilitar a vida da totalidade de pessoas - fato que não ocorre no Brasil. Desse modo, a exclusão digital é o reflexo da desigualdade que ocasiona a escassez financeira, e assim causa a “bolha social” interligada à desinformação cotidiana. Logo, é indubitável que haja a iniciativa governamental de permitir condições para usufruir do meio cibernético e suas vantagens.

Observa-se, em primeira instância, que é notável o discrepante contraste socioeconômico no Brasil, que limita o uso de ferramentas tecnológicas. Conforme o PNAD (Pesquisa Nacional de Domicílios), em 2017 mais de 30% da população não possuíam Internet. Sob tal ótica, a maior preocupação de contingentes carentes está centrada no mínimo para a sobrevivência, como a alimentação e moradia. Certamente, de maneira desumana, até os direitos básicos não lhe são concebidos, o que prevalece o desconhecimento de objetos banais mundialmente, isto é, o celular. Assim, as classes inferiores são completamente marginalizadas e excluídas de aparatos essenciais do mundo contemporâneo.

É válido ressaltar, em segunda instância, as consequências do impedimento da inclusão digital, sobretudo da dificuldade educacional. Em vista disso, o geográfo brasileiro Milton Santos, define que uma cidadania é mutilada quando a democracia não atinge a totalidade do corpo social. Por conseguinte, alguns são detentores de capitais culturais e econômicos enquanto uma parcela é limitada  dos meios de busca e ensino gratuito das redes. Inegavelmente, esses indivíduos são reclusos da possibilidade aprender em uma vasta enciclopédia virtual.

Evidencia-se, portanto, que a desigual distribuição de internet está justificada na complexa segregação brasileira. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia precisa criar espaços comunitários para o uso de computadores exclusivo a pessoas de baixa renda, baseado no cadastro do Cadúnico para identificá-las e permitir o acesso, além de viabilizar para que haja na maioria das cidades brasileiras. Em suma, pesquisas estatísticas terão resultados satisfatórios e consequente melhoria educacional, já que o ato de pesquisar e assistir aulas remotas será mais disponível.