Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 30/07/2021
O filosofo Habermas, em sua obra “Teoria da Ação Comunicativa”, explica que é de suma importância o diálogo entre os indivíduos para a garantia dos seus direitos. Contudo, percebe-se uma lacuna quando se trata da inclusão digital no Brasil, a qual é uma meta para ser alcançada na contemporaneidade, uma vez que uma parcela da sociedade não tem acesso a esse meio e são excluídos do corpo social. Diante dessa perspectiva, a desigualdade social e o descaso político corrobora ainda mais para o problema. Em vista disso, a desigualdade social referente a inclusão digital está atrelada a questões históricas. Nesse sentido, no período medieval, era notório uma exclusão social com os cidadãos que eram considerados uma minoria, por exemplo, os escravos, os quais eram obrigados a conviver à margem da comunidade. De forma análoga, observa-se que essa realidade é persistente nos dias atuais, mostrando, lamentavelmente, que a meta de inclusão digital está cada vez mais difícil de ser alcançada, pois no Brasil contemporâneo é alarmante a desigualdade social entre os indivíduos, aumentando a exclusão no ciberespaço. A respeito disso, o sociólogo, Pierre Levy afirma que o mundo real e o mundo virtual não se opõem, ao contrário, integram-se, sendo excluídos os quais não fazem parte desse processo. Assim, o que seria essa falta de inclusão digital se não um sinônimo da desigualdade social? Somando a isso, o descaso político sobre a inclusão digital na sociedade brasileira é gritante e necessita ser corrigido para se obter resultados. Desse modo, no livro “Admirável Mundo Novo”, do autor Aldous Huxley, expõe em sua obra uma sociedade futurista na qual é dividida em castas superiores e inferiores e aqueles que são estivesse satisfazendo a vontade de uma massa majoritária eram descartados do “mundo perfeito”. Nesse âmbito, fora da ficção fica evidente o descaso político daqueles que governam uma sociedade com a minoria, por exemplo, são os excluídos do ciberespaço, os quais tem seus direitos banalizados por uma grande parcela do corpo social, dificultando a meta ainda que o país deseja alcançar. Destarte, faz-se necessário que o Estado- o qual é responsável por fomentar o direito do cidadão-, promova palestras educacionais para a sociedade entender o quão necessário é a inclusão de um indivíduo no meio digital, por meio de ações sociais- mesas redondas e debates- com a ajuda de professores, para que o corpo social deixe de agir como “medievais”. Por fim, a democratização e a meta da inclusão digital seja garantida e assim o diálogo entre as partes aconteça como afirma Habermas.