Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 07/08/2021
A partir da Terceira Revolução Industrial, século XX, o mundo se viu conectado por uma tecnologia muito mais rápida e eficiente: a internet. Conforme esse recurso foi se disseminando pelo globo, pessoas puderam contar com inúmeras ferramentas dentro da web, o que acarretou na mudança de rotinas e um desenvolvimento de noções anteriores ao surgimento do meio digital. Nesse contexto, infelizmente, parte da população brasileira é privada desses benefícios, consequência da falta de inclusão digital no país. Dessa forma, esses cidadãos são excluídos de processos como a potencialização da educação e da quebra de barreiras referentes à comunicação.
Em primeira análise, é indubitável que o desenvolvimento da educação por meio digital está entre as questões a serem discutidas. Sob esse viés, de acordo com o filósofo Pierre Lévy, o acesso a internet é um direito social. De maneira análoga, a web é uma fonte de pesquisa, e com ela o conhecimento se torna mais rápido de ser alcançado e assim, acessível a todos. Entretanto, o momento presente no Brasil vai de encontro com o pensamento do filósofo, haja vista que apenas uma parte da população detém de aparelhos ou condições financeiras estáveis para utilizar a internet a seu favor. Portanto, a potencialização da educação por intermédio da internet continua a ser uma meta e não realidade.
Outrossim, destaca-se a facilidade da comunicação pelo meio digital. Sob essa óptica, o documentário “Dilema das Redes” do serviço de streaming Netflix, trata das relações que circulam dentro da internet, e o quão rápido uma informação pode se propagar. De forma semelhante, essa velocidade e facilidade de compartilhamento de informações é fator imprescindível para a comunicação entre pessoas, uma vez que com a falta de obstáculos que obstruam essa ação, a internet se faz guia e ajudante na manutenção de laços, diminuindo a distância entre cidadãos.
Em suma, a meta da inclusão digital está diretamente ligada à potencialização da educação e à facilidade de comunicação. Portanto, cabe ao Congresso Nacional garantir acesso isonômico à rede. Isto será feito por meio da fiscalização por profissionais da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) em residências a cada ano, uma vez que estes são responsáveis pela coleta de dados, e repassá-los ao governo, como forma de melhorar o acesso da população à internet. Assim, será possível oportunizar a inclusão digital no Brasil.