Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 11/08/2021

No clássico do axé: “Xi Bom Bom Bom” a banda “As meninas” retrata as consequências da desigualdade social inserida no Brasil.“Analisando essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária, onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre”. Dessa maneira, vê-se que mesmo após os avanços digitais a situação persiste na sociedade causando disparidade no acesso à recursos básicos, assim como, no acesso à internet.

Em primeiro lugar, a Internet é uma das maiores fontes de informação do mundo moderno. Entretanto, convém ressaltar que segundo pesquisa do IBGE 64,7% da população com idade acima de 10 anos no país estava conectada à internet, porém, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil somente 30% das famílias de classe D e E tinham internet em 2017. Portanto, infere-se que a classe social em que essas pessoas pertencem define se terão acesso ou não à este meio e consequentemente à informação.

É importante salientar que numa sociedade cada vez mais conectada, que a falta de acesso à web das camadas mais populares corrobora também para uma maior dificuldade na inserção ao mercado de trabalho, uma vez que as empresas e os empregadores começam a exigir conhecimentos informáticos antes de contratarem os seus empregados.

Por conseguinte cabe ao Ministério da Educação a criação de políticas por meio de verbas públicas para garantir a inserção dos mais carentes no meio digital , como a criação de um telecentro ou cybercafé nos bairros mais pobres com computadores à disposição da população e profissionais treinados para orientá-los. Todavia, cabe ressaltar que as políticas de inserção à internet devem estar atreladas a outras políticas sociais, em especial, a da educação. Com estas medidas, espera-se que haja um país mais igualitário e o que cenário da música Xi Bom Bom Bom se modifique aos poucos.