Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 12/08/2021

Com o fim da Guerra Fria e a ascensão do sistema capitalista, os Estados Unidos comercializaram algumas das tecnologias desenvolvidas no centro de sua guerra, incluindo a Internet. Com a capacidade de trocar informações instantaneamente, esse fator mudou completamente o panorama mundial e o transformou em um espaço globalizado. Porém, se por um lado a Internet estreitou as fronteiras entre continentes, por outro, não conseguiu superar as barreiras de desigualdade no Brasil, o que torna a inclusão digital um grande desafio. A sociedade contemporânea é baseada em um mundo virtual: bancos, jornais e universidades oferecem serviços online, mas quase metade da população brasileira não tem acesso à Internet. Com isso, acabam sendo privados de alguns benefícios, como cursos de ensino superior a distância, mesmo oferecidos por órgãos federais, como a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) - cursos de educação a distância ministrados por MG.

O país começou a apresentar aspectos extremos: se o acesso à Internet pode ser comparado ao da Europa em alguns lugares, é quase inexistente em outros. Verifique as ideias de Pierre Lévy, enfatizando que toda nova tecnologia produzirá sua exclusão. Essa exclusão agrava ainda mais a desigualdade no país, pois essas pessoas são dominadas por inúmeros conteúdos e informações. Portanto, a proposta do presidente de desenvolver um plano nacional voltado para a inclusão digital, trazendo conexões gratuitas e de qualidade para o entorno do país, é de extrema importância. O Ministério da Educação deve exigir que todas as escolas públicas tenham salas de informática. Por outro lado, as pessoas precisam solicitar o uso gratuito de computadores (para fins educacionais) em locais públicos (como bibliotecas municipais). Portanto, as ideias de Pierre Levi cada vez mais não se aplicam ao Brasil.