Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 20/09/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal assegura a todo cidadão direitos –entre esses a tecnologia da informação e ao bem-estar. Entretanto, isso não vem sendo cumprido de forma rígida e eficaz para que ocorra a inclusão digital no Brasil, fazendo com que sejam observadas muitas discussões acerca disso na atualidade. Dessa forma, é necessário analisar o baixo papel dos órgãos governamentais e a lógica capitalista como principais fomentadores dessa problemática, a fim de soluciona-la.

É valido ressaltar, sob essa perspectiva, que o descaso governamental corrobora, através da negligencia digitalmente exclusiva para a perpetuação do quadro. No “O Cidadão de Papel”, o jornalista Gilberto Dimenstein faz várias denúncias acerca de diversos mecanismos legais, por exemplo, a Constituição, é perceptível que os direitos estão garantidos apenas em teoria. Nesse viés, o alto número de pessoas excluídas do âmbito digital afeta o desenvolvimento do país nas áreas profissionais, educativas e até mesmo pessoais e por conseguinte torna-se um país, ainda mais, retrogrado quando se fala de inclusão digital.

Ademais, é importante observar que a lógica capitalista está intrinsecamente relacionada ao atraso populacional. Nesta perspectiva, conforme o socialista Karl Marx retrata “Os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham”, dessa forma os trabalhadores produzem e não desfrutam do próprio feito, pois, as condições financeiras não os permitem terem acesso, devido aos altos custo, aos produtos que foram criados para a alta classe. Em decorrência, percebese que esse fundamento constitui uma causa para o problema em questão, visto que a exclusão dos grupos no meio digital afasta o indivíduo da sociedade.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação-órgão responsável pela inclusão digital no país- promova campanhas para reverter tal conduta. Essa ação será realizada por meio da inserção da educação digital na grade curricular de crianças e adolescentes para somar ainda mais no desenvolvimento escolar e social, havendo sempre o incentivo e auxilio para todo público. Feito isso, os diretos garantidos na Carta Magna serão, de fato, respeitados e executados na sociedade hodierna afim de democratizar a inclusão digital.