Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 28/10/2021

A inclusão digital pode ser definida pela democratização da participação dos avanços tecnológicos presentes no mundo contemporâneo e acesso às tecnologias de informação. Entretanto, o Brasil apresenta impasses para essa realização, em virtude da exclusão digital que atinge camadas sociais mais baixas, tornando-se necessário apontar as causas e consequências da falta de conexão com o mundo digital que é um impasse para a realização de uma inclusão digital legítima.

Primeiramente, é imprescindível destacar que a falta de acesso à internet é uma entrave que não efetiva a participação nos meios eletrônicos. Tal imposição se mostra existente, uma vez que é necessário estar logado em uma rede de internet para conseguir usufruir da tecnologia digital, entretanto, custos para arcar com essa despesa e várias regiões afastadas que não alcançam redes disponíveis são adversidades que contribuem para que mais de 20% dos brasileiros não acessem à internet, segundo o jornal G1. Portanto, é necessário imposição do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para mudar o cenário atual e efetivar a inclusão digital.

Em segundo plano, é notório que a exclusão digital se torna também uma exclusão social, já que a falta de internet causa dificuldade de socialização e comunicação, carência de informações sobre o mundo contemporâneo, acirramento da desigualdade e falta de documentos, como a carteira de trabalho que está digitalizada e é usada por meio de um aplicativo. Nesse sentido, a partir da Revolução Digital que ocorreu no final do século vinte, a troca de dados e informações ficou mais presente e, por isso, a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou em 2014 o acesso à internet como direito humano no século vinte e um, mas em território nacional isso ainda não foi concretizado.

Em suma, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações crie uma política pública que visa a construção de lugares que disponham de computadores acessíveis perto de regiões periféricas e seja cobrado um real por hora de uso do aparelho, com a finalidade de combater a exclusão digital e tornar democrático um recurso que está em pleno desenvolvimento no mundo. Ademais, o Ministério da Educação deve destinar verbas às escolas públicas para implementar redes de computadores para os alunos desfrutarem das informações tecnológicas e usarem para evoluir no processo de aprendizagem, durante aulas adicionais na grade curricular, objetivando o acesso à informação e tecnologia desde o início da formação educacional para combater a escassez de conhcecimento e implementar a inclusão digital nas escolas.