Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 01/11/2021
Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, esse ideal não é efetivado adequadamente no Brasil, dado que a exclusão digital ainda é uma realidade atualmente. Sob esse viés, isso ocorre tanto pela negligência estatal, quanto pela desigualdade social.
É imperioso destacar que a exclusão digital deriva da negligência estatal, devido a baixa atuação dos setores governamentais. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratualista John Locke, configura-se uma violação do Contrato Social, visto que, o estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos imprescindíveis para a igualdade entre os membros da sociedade, os excluindo e desrespeitando. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é notório como a desigualdade social contribui para a falta de democratizaçao da inclusão digital no Brasil. Dessa forma, isso ocorre porque poucos recursos são destinados às pessoas em vulnerabilidade socioeconômica, pelo estado. Consoante a isso, os altos preços de aparelhos eletrônicos em conjunto com escassez de energia elétrica, falta de internet e a carência de instruções para o manuseio dos aparelhos no ambiente rural e de baixa renda, dificultam o acesso democrático ao mundo digital. Assim, a questão potencializa valores crucias para a harmonia social.
Infere-se, portanto, que ações são necessárias para amenizar a problemática. Sendo assim, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Ciência e Tecnologia, propagar progamas de inclusão digital em escolas, áreas rurais e de baixa renda, afim de democratizar a tecnologia e deixá-la acessível ao maior número de pessoas.