Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 12/11/2021

Consonante ao filósofo Rousseau, o Estado é responsável pelo estabelecimento do bem-estar social. Contudo, no século XXI, ele é falho na promoção de políticas públicas que visem à melhoria da inclusão digital no Brasil. Portanto, o referido problema é resultado de um descaso estatal, e em decorrência disso, os indivíduos de baixa renda sofrem com a exclusão em relação à tecnologia. Nesse ínterim, urge a liquidez do imbróglio.

Nesse contexto, é importante ressaltar que um dos fatores que levam à falta da inclusão digital é a ineficiência do Estado. Nesse prisma, grande parte da população sofre com a desigualdade social em vários aspectos, com ênfase na tecnologia, já que ela avança cada vez mais, porém, as minorias não acompanham esse avanços, pois são excluídas nesse âmbito por não terem acesso aos meios digitais. Segundo o excerto de Gonçalves Dias, poeta do romantismo brasileiro, ele exalta o Brasil um lugar perfeito como nenhum outro. Logo, observa-se que essa não é realidade vivenciada atualmente, pois milhares de brasileiros não estão inclusos na sociedade da informação, o que configura como uma discrepância social.

Outrossim, tal conjuntura, é ainda intensificada pela exclusão que os indivíduos de baixa renda sofrem. Nesse viés, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a inexistência de vigor nas relações políticas, sociais e econômicas é a peculiaridade da ‘‘modernidade líquida’’ vivenciada na contemporaneidade. Diante desse contexto, caso a carência de vigor no infortúnio continue a acontecer, é inevitável que as pessoas serão excluídas, pois além de sofrerem com a miséria, não possuem internet em seus bairros e casas, vivem com a falta de aparelhos digitais e assistem os mais favorecidos usufruírem das novas tecnologias.

Depreende-se, portanto, que ações devem ser realizadas para solucionar o imbróglio. Posto isso, o Governo federal - órgão responsável pela administração federalista do Brasil- , como instância máxima de poder, deve realizar ações que visem à garantia de acesso aos meios digitais e tecnológicos. Isso deve ser feito por intermédio da criação de programas que realizem a implantação de internet nos bairros mais pobres e promovam eventos benificentes em parceria com as empresas que vende tecnologia, para doar aparelhos digitais aos menos favorecidos, a fim de que amenize a exclusão digital e a sociedade seja igualitária. Dessa forma, o Brasil irá caminhar para o progresso e o pensamento de Rousseau fará sentido.