Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 20/11/2021

A Lei da Inércia, de Newton, relata que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à questão da inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo, que segue sem uma intervenção que a resolva. Nessa perspectiva, observa-se a ascensão de um grave óbice, em virtude da ineficiência legislativa e o silenciamento social.

Sob esse viés, a omissão governamental caracteriza-se como um complexo dificultador. A Constituição Federal de 1988 é a lei brasileira básica que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que tange à situação da inserção tecnologica da população brasileira, visto que o transtorno continua atuando fortemente na sociedade hodierna. Assim, a lei sendo enfraquecida, sua resolução é impedida.

Ademais, outro empecilho encontrado é o silenciamento coletivo. Conforme o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse contexto, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno dos obstáculos da introdução digital de forma igualitária na nação, que continua sendo silenciado. Logo, sem diálogo sério e massivo sobre essa problemática, sua erradicação torna-se distante.

É evidente, portanto, que medidas estratégicas devem ser tomadas para mudar esse cenário. Sendo assim, é imprescíndivel que o Estado - principal promotor da harmonia social - promova “workshops”, em parceria com as escolas, por meio de recursos oriundos da União, os quais abordarão as consequências negativas dessas ações e como combatê-las e ajudar as vítimas, com a finalidade de propor diferentes soluções em conjunto com os alunos e alcançar o bem-estar do corpo civil. Dessa maneira, a proposição de Foucault será concretizada na realidade do país.