Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 14/05/2022

Durante a Guerra Fria, no século XX, a humanidade foi exposta a uma enorme inovação, a criação da internet, que se deu com o intuito de possibilitar a comunicação interna no exército norte-americano, caso os outros meios fossem destruídos. Conquanto, apesar do avanço ocorrido no desenvolvimento desta ciência após esse período, é notória a tribulação existente no quesito inclusão digital no Brasil hodierno. Nesse prima, destacam-se dois importante aspectos: a desigualdade social e o descaso governamental.

A partir disso, é válido postular a discrepância entre classes sociais como precursora da problemática. Pois, segundo a FGU Social, em 2021, cerca de 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza no Brasil, o que funciona como incentivo para a exclusão digital. Visto que, em um cenário no qual alimentar-se tornou-se um desafio diário, graças à inflação, que cresce de forma exponencial, obter acesso aos meios tecnológicos caracteriza-se como meta distante, abrangendo somente o público mais favorecido financeiramente.

Ademais, o descaso por parte do Governo também deve ser citado como fator agravante do problema. Uma vez que, em um país no qual direitos básicos, como educação e saúde são negligenciados, a inclusão digital é ainda mais ignorada. Em virtude disso, essas atitudes acabam por impactar negativamente a vida dessa minoria de formas variadas, agindo como forma de elitizar, restringindo, desse modo, o conhecimento, informações e toda facilidade advinda desse meio.

À vista disso, fica evidente os desafios da inclusão digital no Brasil. Desse modo, faz-se essencial a atuação do Estado para que este cenário seja superado. Para isso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será revertido em investimentos para a criação de programas como “A Era Digital é Para Todos”, que disponibilizará internet e dispositivos eletrônicos para pessoas em situação de extrema pobreza. Ademais, o Ministério da Educação deve direcionar verbas para todas as escolas públicas do país, a fim de democratizar e facilitar o acesso ao conhecimento através dos meios digitais. Desse modo, com o acesso disponível para todos, as tribulações da exclusão digital diminuírão