Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 30/10/2022
A tecnologia digital revolucionou a forma com que as pessoas vivem, trabalham e se divertem. Porém, nem todo mundo tem acesso ao ambiente virtual, logo, a inclusão digital não é plena no Brasil, o que se revela um grande problema social.
Primeiramente, é importante citar que, hoje, vive-se a influência da revolução tecnológica, que ocorreu em meados do século XX, ocasionou uma ampliação da ciência e da tecnologia aplicada à produção e tornou possível avanços tecnológicos presentes no cotidiano. Segundo o filósofo francês Pierre Levy, a atual sociedade é hiperconectada e utiliza a internet para quase tudo. Uma vez que, hoje, muitas atividades são efetuadas de maneira virtual, uma pessoa que não tem acesso à rede não tem acesso a certos serviços, como benefícios que necessitam de cadastro virtual. Logo, a exclusão digital é sinônimo de exclusão social, haja vista que compromete, até mesmo, o acesso a direitos e o exercício da cidadania.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Entretanto, muitas pessoas não usufruem desse direito, seja por obstacularização infraestrutural, financeira, cognitiva, linguística, institucional ou instrumental: todos esses configuram tipos diferentes de exclusão digital, que são grandes problemas sociais brasileiros. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva e da consultoria PwC, 71% da população com mais de 16 anos não tem acesso à internet todos os dias. Destarte, essas pessoas são, de acordo com o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, cidadãos de papel, uma vez que na teoria, ou seja, no papel, possuem o direito, mas na prática ele não ocorre. Além disso, a falta de inclusão digital agrava o problema do analfabetismo tecnológico, principalmente entre pessoas com baixa escolaridade e idade avançada.
Por fim, infere-se, portanto, a necessidade de que a inclusão digital seja uma meta atingida em breve pelo Brasil. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, o qual é responsável, dentre outras coisas, pelas políticas públicas relacionadas à área da tecnologia no país, deve investir na ampliação das redes de internet, com cobertura nas áreas periféricas. Tal atividade possui o intuito de proprocionar a todos o livre acesso à internet. Desse modo, gradativamente mais brasileiros poderão desfrutar do direito de navegar no ciberespaço.