Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 15/10/2024
Em 1976, o mundo conhecia uma das obras mais relevantes da história: o “Dicionário da Política”, em que Noberto Bobbio afirmava ser do Estado a garantia da inclusão social. Entretanto, as desigualdades sociais em relação aos meios de comunicação impede que a população vivencie tal direito, o que representa gravíssimo problema. Com efeito, para solucionar o impasse, há de se combater a omissão estatal, bem como fortalecer a dignidade humana.
A priori, é imperioso destacar a inércia estatal como um fator decisivo para o acontecimento da problemática. Nesse sentido, John Locke, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez garantiria direitos aos indivíduos. No entanto, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que a exclusão digital é uma realidade circundante no cotidiano. Nesse contexto, a ausência da prioridade estatal se justifica a partir da falta de políticas públicas que garantam a inclusão digital, como redes universitárias de pesquisas espalhadas nas periferias, com o objetivo de ampliar o acesso das pessoas mais pobres às novas tecnologias de informação. Desse modo, enquanto a omissão continuar, a harmonia social será exceção.
Ademais, somente a valorização do bem-estar fará a dignidade se tornar uma regra no Brasil.
Sobre isso, antes da Revolução Francesa, alguns indivíduos não eram merecedores de serem tratados com respeito e eram excluídos, o que mudou com o surgimento do Iluminismo. Todavia a população ainda não experimenta todos benefícios assegurados, uma vez que o Brasil não apresenta o direito digital para todos, o que garantiria uma melhor qualidade de vida e de dignidade aos indíviduos, como a redução de consequências, a exemplo da mitigação da penúria e do nível de exclusão vigente. Assim, enquanto a impunidade continuar, o problema perdurará.
Portanto, é urgente que o Ministério dos Direitos Humanos desenvolva diferentes tecnologias para a população mais necessitada e assegure o direito digital, por meio de oficinas gratuitas com profissinais de tecnologia, com a finalidade de finalmente garantir a internet como lugas de todos. Dessa maneira, o conceito defendido por Bobbio, será em breve, realidade na sociedade brasileira.