Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 25/04/2025

O Brasil é um país consideravelmente desenvolvido tecnologicamente. Porém, ao observar a realidade da população, percebe-se que o acesso a tais recursos não é bem distribuído, causando um agravante nas desigualdades já existentes nessa sociedade.

Primeiramente, é relevante observar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE (2022), que apontam que cerca de 20 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet em casa, sendo a maioria em regiões Norte e Nordeste. Além disso, mesmo entre os que têm acesso, muitos dependem exclusivamente do celular, o que limita o uso para estudos ou trabalho. Isso demonstra como a tecnologia avança, mas não chega de forma igualitaria a todos.

De igual modo, o acesso a serviços públicos como o gov.br, inscrições no ENEM e até consultas no SUS depende cada vez mais da internet. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou em um estudo de 2021 que a exclusão digital impede milhões de brasileiros de exercerem seus direitos básicos, como a educação à distância e o acesso a benefícios sociais. Isso reforça a ideia de que a desigualdade digital é também uma desigualdade social.

Diante do disso, é fundamental que o governo federal, em parceria com estados e municípios, amplie políticas públicas voltadas à inclusão digital, como a instalação de infraestrutura de internet de qualidade em áreas vulneráveis e a distribuição de dispositivos eletrônicos em escolas públicas. Ademais, é essencial que essas ações sejam acompanhadas de programas educativos que orientem a população quanto ao uso consciente e produtivo da tecnologia. Dessa forma, será possível promover a equidade no acesso ao mundo digital e reduzir as desigualdades sociais agravadas pela exclusão tecnológica.