Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 19/04/2025

Segundo o filósofo Pierre Lévy, a cibercultura tem o potencial de ampliar um conhecimento coletivo. No entanto, no Brasil, a exclusão digital impede que essa democratização atinja grande parte da população. A falta de inclusão digital no país pode gerar algumas problemáticas como a exclusão de grupos vulneráveis e a falta de informações. Portanto, é necessário que medidas como a criação de programas de alfabetização digital para a terceira idade e campanhas nacionais de conscientização sejam tomadas, a fim de mitigar este problema recorrente.

Hodiernamente, a Internet se tornou essencial na busca de informações verdadeiras e em diversos outros aspectos. No entanto, alguns grupos, como os idosos, não possuem o devido acesso á esses meios e, quando possuem, não sabem utilizá-los corretamente. Segundo dados do Datafolha (2022) cerca de 58% dos idosos têm dificuldade para usar a tecnologia por motivos como medo de errar, falta de conhecimento, ausência de alguém para ajudar, entre outros. Portanto, é importante a criação de programas de alfabetização digital para que esses grupos se sintam mais confortáveis em usar a Internet, contribuindo para a diminuição da exclusão digital.

Além disso, apesar do amplo acesso ilimitado que a Internet fornece, alguns cidadãos ainda não possuem o devido conhecimento necessário sobre como utilizá-la, justamente por não ter acesso a essas informações. Segundo um estudo publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral, as Fake News circulam 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras. Portanto, as campanhas nacionais de conscientização para a população são muito necessárias para a formulação de cidadãos com pensamentos mais críticos digitalmente.

Diante do exposto, medidas como a criação de programas de alfabetização digital para a terceira idade e campanhas nacionais de conscientização são de extrema importância. Para que o problema seja reduzido, é necessário que órgãos como o Ministério da Cidadania, que cuida de políticas públicas de cidadania, assistência social, direitos humanos e juventude, se reponsabilizem pela criação dos programas citados, em Oficinas presenciais em unidades de saúde, CRAS ou centros de convivência, a fim de garantir autonomia aos idosos no meio digital.