Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 16/04/2025
O filme “O Dilema das Redes”, lançado em 2020 na Netflix, discute os impactos e perigos das redes sociais na sociedade. A partir dessa análise, percebe-se que a inclusão digital não se resume apenas ao acesso técnico à internet, mas também à capacidade crítica de lidar com as informações digitais. Portanto, a exclusão financeira e o analfabetismo funcional são fatores que contribuem negativamente para essa situação.
Sob essa ótica, um dos principais desafios para a inclusão digital no Brasil é a exclusão financeira, que é a situação em que pessoas ou grupos não têm acesso a serviços financeiros básicos, como por exemplo a falta do ensino de qualidade nas comunidades periféricas e a falta de aparelhos eletrônicos para acesso a meios digitais . No filme “O Dilema das Redes”, a questão é abordada de forma a mostrar que muitas pessoas, especialmente as de baixa renda, participam desse ambiente de forma limitada, sem acesso à educação digital crítica, a conteúdo qualificado ou à segurança online.
Por outro lado, o analfabetismo funcional pode estar relacionada a questões da dificuldade de compreender e utilizar a leitura, e a escrita, embora muitas pessoas saibam ler e escrever palavras simples, grande parte da população ainda tem dificuldade em interpretar textos e aplicar esse conhecimento no dia a dia, o que limita seu acesso efetivo às tecnologias digitais. De acordo com o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, o que evidencia um dos principais obstáculos à inclusão digital no Brasil contemporâneo.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para tanto, o governo deve implementar programas públicos de letramento digital, a fim de capacitar os indivíduos para compreender, aplicar e utilizar informações no ambiente digital com autonomia e senso crítico, como retratado no filme “O Dilema das Redes”, a fim de superar as bareiras que ainda limitam o acesso à inclusão digital e garantir que seja, de fato, democratizado em todo país. Dessa forma, será possível controlar as problemáticas de exclusão financeira e o analfabetismo funcional, como discutido ao longo do texto.