Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 24/04/2025
Conforme o pensamento de Zygmunt Bauman, na modernidade líquida, as relações humanas e sociais tornam-se cada vez mais instáveis. Diante da conclusão do sociólogo polonês, é notável a preocupação com a exclusão digital que acompanha a inclusão digital. Nesse sentido, em virtude da desigualdade socioeconômica e do déficit educacional e informacional, surge um complexo problema na contemporaneidade.
Em primeiro plano, cabe ressaltar a desigualdade socioeconômica. Segundo Gilberto Dimenstein, criador do portal Catraca Livre, a cidadania plena só se consolida com o acesso à informação. Sob essa lógica, há a limitação no acesso à internet e a dispositivos tecnológicos como consequência, principalmente entre as camadas sociais mais vulneráveis. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado.
Ademais, é importante salientar o déficit educacional e informacional. De acordo com Paulo Freire, a educação é uma ferramenta de libertação. Sob esse viés, tem-se como consequência a dificuldade de uso consciente e crítico da tecnologia. Tal obstáculo ao letramento digital ocorre porque grande parte da população não tem contato com práticas educativas voltadas ao mundo digital. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram no cenário de exclusão digital.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o governo federal promova programas de capacitação tecnológica, para a formação de cidadãos digitais, por meio de parcerias com empresas de tecnologia e escolas públicas, a fim de universalizar o acesso digital com qualidade. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil mais igualitário e mais educado digitalmente.