Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 19/04/2025
A denominação “Zé do Caroço’ refere-se a Mendes, morador do Morro do Pau da Bandeira, no Rio de Janeiro, que servia como interlocutor, por meio de um sistema de som, à periferia, a qual possuia dificuldade de obter informações. Esse fragmento, retrata como a utilização de tecnologias ajuda na inclusão social, levando em consideração que o déficit auxíliar à população negligenciada. Em suma, fatores que agregam para a segregação digital são: a falta de acessibilidade e instrução da utilização de ferramentas tecnológicas.
Diante do cenário apresentado, compreende-se que o contribuinte à exclusão social decorre devido a inacessibilidade digital. Parafraseando o linguista Moita Lopes, o qual reflete que para mitigar as mazelas sociais, é necessário que a visão eurocêntrica, onde apenas as elites sociais possuem suas necessidades atendidas, seja renunciada. Em analogia, o déficit digital em localidades subdesenvolvidos dificulta a incerção dessas, levando em consideração que, em tempos hodiernos, necessidades básicas são atendidas virtualmente. Resultando, assim, no afastamento de oportunidades e do direito essencial à sobrevivência.
Ademais, para que a inclusão digital seja aderida, é necessário a instrução da utilização dos mesmos na coletividade. Segundo pesquisas da TIC Domicílios, no ano de 2019, 59% das casas de classe baixa não haviam como navegar na internet. Em consonância, durante a quarentena da pandemia do Covid-19, os estudantes precisaram utilizar a modalidade de ensino a distância (EAD), o qual poderia ser um auxiliador aos que possuem plataformas digitais, porém, defasava aqueles cujo não haviam para estudar. Resultando, assim, no descompasso de oportunidades entre os indivíduos.
Portanto, é importante que a segregação digital seja mitigada. Então, é de suma importância que o Fundo de Universialização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) invista na criação de um programa, realizado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse ofertará instrumentos tecnológicos e auxílio de utilização para famílias que possuem baixa renda e falta de acesso aos mesmos, principalmente, para a disseminação de auxílios estudantis. Para que, assim, ocorra a incorporação eletrônica em meio a sociedade.