Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 17/04/2025
A alteridade é o exercício de se colocar no lugar do próximo e o perceber como uma pessoa singular e subjetiva. Desse modo, percebe-se que na questão da inclusão digital falta a aplicação desse conceito por parte dos poderes públicos. Desta maneira, a cidadania é colocada em segundo plano persistindo a exclusão. Assim, vê-se imperioso o debate disso com foco em melhorar a estrutura tecnológica disponível a todos e na criação de políticas públicas sobre o tópico em discussão.
Primeiramente, é necessário afirmar que a assimetria no acesso à conectividade digital ocorre devido a negligência governamental. Sobre isso o sociólogo Zygmunt Bauman em seu livro “Modernidade Líquida” afirma que as instituições públicas frequentemente falham no atendimento das necessidades do povo. De maneira análoga ao pensamento do autor, no Brasil esses órgãos acabam por não fornecer uma infraestrutura tecnológica acessível a todos, fazendo assim com que locais mais remotos e pessoas em situação mais vulnerável não consigam usufruir dessa modernização que hoje é tão necessária.
Outrossim, torna-se imprescindível citar o geógrafo Milton Santos, que em sua obra “Por uma outra globalização”, ressalta que a ausência de políticas públicas adequadas contribui para o aprofundamento das desigualdades no Brasil. Tendo isso em vista entende-se que a falta desse tipo de intervenção estatal, contribui para a exclusão de grupos socialmente vulneráveis, fazendo assim com que esse empecilho persista.
Logo, para favorecer a inclusão digital o Ministério da Cultura deverá construir bibliotecas públicas de qualidade e com ótimos equipamentos, como computadores com acesso à internet de forma gratuita. Essa medida deverá ser realizada através de parcerias com prefeituras, a fim de democratizar o acesso às tecnologias no país, assim reduzindo a exclusão digital que ainda perdura no Brasil.