Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 17/04/2025

O filme “Eu, Daniel Blake” fornece uma rica metáfora, cuja história retrata Daniel Blake, um carpinteiro que sofre um ataque cardíaco. Desde então, passa a depender do governo para se sustentar, mas enfrenta uma grande barreira: o analfabetismo digital. Fora da ficção, esse acontecimento é muito comum na sociedade brasileira, em razão da desigualdade social e da falta de recursos para as pessoas mais pobres, o que impede milhões de brasileiros de acessarem o mundo digital. Dessa forma, discutir e promover políticas públicas pode ser uma solução eficaz para a inclusão digital no Brasil.

Nesse sentido, pela situação financeira e educacional do brasileiro, o contato com o mundo digital, para uma certa parcela da população, é muito difícil, pois o governo não inclui essas pessoas por meio de uma melhora na educação digital. Segundo dados da PNAD-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em 2022, apenas 39% dos domicílios brasileiros acessaram os serviços digitais do governo, sendo o principal motivo o analfabetismo digital.

Além disso, essa desigualdade social afasta a população de benefícios que o governo poderia oferecer ou já oferece, como o ensino online ou até mesmo a validação de documentos. Por isso, a educação digital deveria ser ensinada desde a base educacional, ainda na infância, o que também pode incentivar os pais a se informarem sobre o mundo digital. Atualmente, os recursos são amplamente digitalizados, e a exclusão digital não ocorre apenas por questões sociais, mas também pela falta de educação e pelo desafio de melhorar as condições de vida da população menos favorecida.

Portanto, assim como Daniel Blake, muitos brasileiros enfrentam uma luta invisível contra um sistema que deveria protegê-los. É de suma urgência tornar a inclusão digital uma prioridade de Estado, garantindo que a tecnologia seja uma ponte, e não uma barreira. Cabe aos Ministérios das Comunicações e da Educação promover iniciativas públicas de inclusão social, por meio de cursos em escolas voltados ao ensino de tecnologia para crianças, além de aulas gratuitas que ensinem como acessar sites básicos do governo. Assim, será possível construir uma sociedade mais igualitária, com acesso à informação para todos.