Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 18/04/2025
A globalização crescente no planeta traz consigo muitos benefícios; entretanto, em um país onde a desigualdade se perpetua até nos serviços de saneamento básico, a falta de acesso a tecnologias para as camadas populares se torna um grande problema. Junto com ela, surge também a informação seletiva para cada parcela da população.
Nesse contexto, a inclusão digital para pessoas de baixa renda e periféricas é reflexo de uma omissão governamental. Devido à ausência de projetos para mitigar a desigualdade na distribuição de informações e de renda, o conhecimento e o acesso concentram-se cada vez mais nas mãos das classes mais altas. De acordo com dados do IBGE, aproximadamente 40% das famílias brasileiras não possuem ao menos um aparelho celular em suas residências e vivem em situações de vulnerabilidade. Diante disso, é possível observar a relevância de iniciativas que busquem incluir e ampliar o conhecimento entre os estratos menos favorecidos da sociedade.
A disparidade na distribuição de renda é, sem dúvida, um fator que influencia a exclusão digital. Segundo uma pesquisa do IBGE, 5,9 milhões de domicílios no país não utilizavam a internet, sendo o principal motivo o custo elevado do serviço de acesso.
Com base nas informações apresentadas, é imprescindível a elaboração de políticas públicas que promovam uma distribuição mais igualitária de renda, facilitando, assim, o acesso das populações carentes aos meios digitais.